Somos um eterno remendo que só se remenda com a morte. Até lá, remendamo-nos, provisória e imperfeitamente, uns aos outros, dando de nós.
O re mendare é o tecelão das dores da alma, que entrelaça o trauma e a cura, na sincronizada valsa das agulhas, ao ritmo do violino taquicárdico.
As mantas tecidas são retalhos de tristezas monocromáticas, feitas a partir de novelos mnemónicos, e de um corte e costura lancinante.
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