Há algo de profundamente solar na SOLidão. O feixe de luz do seu prefixo ilumina vogais e consoantes que traçam, por sua vez, órbitas literárias infinitas. As voltas ao Mundo de Júlio Verne e Ferreira de Castro inspiraram-se no excesso das viagens e multidões, mas exigiram vagar e silêncio para a sua escrita — processo criativo de (auto)análise, no qual o Eu se redefine perante um Outro plural. A folha em branco, deserto intelectual onde a sarça ardente aguarda o seu momento de revelação, converte-se assim num lugar metafísico de criação iminente.
Como fogo que arde sem se ver, a SOLidão traduz-se num manifesto para o Amor e para a Liberdade face ao vazio existencial; uma circunstância ou uma sequência – só que, ao ser inteiramente preenchida pela nossa essência, torna-se no eclipse vital para redescobrir as fases lunares da Humanidade.
Este texto foi escrito para o lançamento de Sequência - só de Diogo Divagações, na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, a 30 de outubro de 2026, às 21h30.

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