Some-te do meu alcance,
Esconde-te do tédio terreno,
Desvenda a claridade divida e sagrada.
Quero deslindar os novelos de sombras
Que se escondem no infinito junco.
Ventos te soprem e te levem!
Estou pronta para olhar o sol de frente.
Porque não relembrar o povo? O povo que trabalha, que paga os impostos e que sobrevive na "nação valente, imortal". De segunda a sexta ou 24/7, lá vai o povo para a labuta! Resignado a um quotidiano repetitivo e fatal, de semblante pesado e infeliz, lá vai o povo para a labuta! Lá vai... Não tem outra escolha. E mesmo, se tivesse, não seria para o povo. Seria para a elite, que vive na sua confortável bolha onírica, enquanto que o povo é obrigado a sujar-se na lama, sem, muitas vezes, ter água para se limpar. Porque não um pouco de humildade, de reconhecimento e de dignidade? Não faria mal a ninguém. No final do dia, somos todos humanos que precisamos de dormir, sem sabermos se iremos acordar na manhã seguinte.