sexta-feira, 10 de abril de 2026
paralisia do peito
segunda-feira, 19 de agosto de 2024
poesia da lua cheia
domingo, 11 de junho de 2023
paragens
quarta-feira, 26 de janeiro de 2022
(des)fragmentação emocional
quarta-feira, 16 de junho de 2021
semtido
segunda-feira, 24 de maio de 2021
brumas
Some-te do meu alcance,
Esconde-te do tédio terreno,
Desvenda a claridade divida e sagrada.
Quero deslindar os novelos de sombras
Que se escondem no infinito junco.
Ventos te soprem e te levem!
Estou pronta para olhar o sol de frente.
sábado, 22 de maio de 2021
Para quê?
Para quê paixões e promessas?
Para quê pensamentos e contemplações?
Para quê? Para quem? Porquê?
A nova idade dos porquês irrompeu pela aurora boreal.
Abram as garrafas! Chamem Dionísio!
Vénus morreu e o banquete insano alvoreceu agora mesmo.
segunda-feira, 15 de março de 2021
trajetos (des)encontrados
E assim vai a vida vida...
Seguimos em frente,
Voltamos atrás,
Viramos à direita ou à esquerda,
Paramos no STOP.
Entramos em contramão ou em sentidos proibidos,
Estacionamos em ruas sem saída.
Não sabemos direcções nem destinos finais.
Cometemos infrações,
Somos julgados,
Porém seguimos.
Não temos mapas,
Só intuições efémeras que nos guiam por atalhos, trilhos ou avenidas.
Oh! Como eu gosto das avenidas de passeios longos, largos e floridos...
De gentes de vários nomes e alcunhas,
Cujas caras sorriem simplesmente.
Oh! Como eu gosto de sorrisos sem interesses...
Sinceros e belos.
Como eu. Como tu. Como nós.
sábado, 13 de março de 2021
Crítica literária do meu primeiro livro por Altino Pinheiro
quarta-feira, 10 de março de 2021
Tempos verbais (ir)regulares
sábado, 27 de fevereiro de 2021
labirinto mental
Chega o silêncio da noite
E as palavras não bastam.
Chega a azáfama do dia
E as palavras não bastam.
(Então, o que é que basta?)
Umas tropeçam entre si,
Caindo no chão duro e frio da consciência.
Fica tudo por dizer.
Resta tudo para pensar.
Outras ficam presas em mistérios e fantasias,
De te ou nos ter.
Vivemos os inícios fugazes,
Morremos nos finais felizes,
Sobrevivemos durante...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
diamante bruto
Fica sempre tanto por dizer...
Mesmo quando me sorris
Mesmo quando me abraças
Mesmo quando me agarras
As respirações entrecruzam-se numa melodia orquestral.
As palavras são degoladas por uma mudez racional.
O calor da emoção é devorado por palavras gélidas.
Os sentimentos desvanecem...
Só me restam memórias.
Não tive tempo para glórias.
E isso é avassalador.
É dor.
É amor.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
O veludo das rosas brancas
Hoje acordei sem perceber
Onde estou
Quem sou
Para onde vou.
Prostrada no leito,
Olho pro tecto,
Ouço o silêncio,
O vazio emergiu.
Ocupou os pensamentos,
Elevou os tormentos.
Eles estavam tão bem escondidos...
Camuflados com um manto de pétalas de rosas brancas,
Cuja superfície era de veludo e de paz.
Ainda me lembro das manhãs invadidas pela luz das rosas brancas...
Tormentos, vão-se embora!
Deixem as rosas serem rosas.
Deixem a luz brilhar.
Deixem-me ser.
Ser feliz!
Eu ainda não quero morrer.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
(sem título)
Ando atrás do sentido das coisas.
Ando, caminho, corro, corro, corro.
Elas não (me) dizem nada.
Não (me) falam.
Não (me) mostram.
Não (me) gritam.
Não (se) explicam.
Não (se) mexem.
Serenas, impávidas, imóveis, permanecem.
Num monólogo ruminante, indiferente, decadente.
Eu fico doente.
Dói-me a cabeça,
De pensar,
De tentar acreditar,
Nas coisas.
Na vida.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
(não) ser poeta
Ser poeta
É ser profeta.
É ser e não ser.
É correr atrás do Graal
Sem subir no pedestal.
É ser cavaleiro andante
Ou então descer ao Inferno de Dante.
É ser Tristão sem Isolda
Ou Romeu sem Julieta.
É ser amor, fogo e paixão
Ou ódio, gelo e morte.
É ser tudo ou nada
E nunca ser nada,
Mas sempre ter tudo.