Emigrantes de Ferreira de Castro é, para mim, o livro mais marcante da literatura portuguesa. Primeiro pelo seu fôlego literário que renovou o romance português do século XX; e segundo pela sua estrondosa atualidade que o transporta para o nosso século, como se fosse a primeira vez, depois de quase 100 anos de vida. Emigrantes é um romance “eviterno”, e sempre o será, pois o drama humano contido nas suas 242 páginas não é só do protagonista Manuel da Bouça e da sua família; é de todos, e foi também, e principalmente, de quem o “escreviveu”, neste caso, Ferreira de Castro.
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