quarta-feira, 15 de setembro de 2021
Ataque de Arte
quinta-feira, 2 de setembro de 2021
(re)conexão
Existem momentos de (re)conexão com a vida exterior que abrem alas para a luz da clarividência interior. Esses momentos sentidos, apreendidos e aprofundados no corpo e na alma funcionam como motor de busca, transformando o simples facto de estar sentada na relva a ver o pôr-do-sol (aqui e agora), o suficiente para perceber a ínfima felicidade e apaziguamento que sinto. A terra abraça-me carinhosamente e sussurra-me suspiros de brisa. Sei que futuras intempéries virão e que tudo é efémero, mas, enquanto eu durar, irei ser a heroína da minha ventura.
quarta-feira, 11 de agosto de 2021
cegueira perpétua
Tu foste um sonho ténue que trespassou a minha bruma densa, lodosa, pesada, poeirenta, cósmica... repleta de versos que salivam estrofes cantadas em castelos de areia. A brisa do mar ainda perfuma as flores murchas daquele ramo que me deste. Lembras? A lua ia alta e as palavras mudas desnudavam e acariciavam os nossos corpos inocentes. Quando o dia raiou, num solavanco impiedoso, o sol cegou os meus olhos e os teus. Nunca mais nos vimos.
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
o desencontro
quarta-feira, 16 de junho de 2021
semtido
segunda-feira, 24 de maio de 2021
brumas
Some-te do meu alcance,
Esconde-te do tédio terreno,
Desvenda a claridade divida e sagrada.
Quero deslindar os novelos de sombras
Que se escondem no infinito junco.
Ventos te soprem e te levem!
Estou pronta para olhar o sol de frente.
sábado, 22 de maio de 2021
Para quê?
Para quê paixões e promessas?
Para quê pensamentos e contemplações?
Para quê? Para quem? Porquê?
A nova idade dos porquês irrompeu pela aurora boreal.
Abram as garrafas! Chamem Dionísio!
Vénus morreu e o banquete insano alvoreceu agora mesmo.